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| Historiador Ferreirinha e amigo ao lado dos túmulos de Milton e Cléia |
Ontem, quando de minha visita ao Cemitério São José, encontrei com o amigo Ferreirinha, filho do saudoso Expedito Ferreira, popularmente conhecido por Expedito Galinha D'água, e responsável por realizar em Massapê O CHITÃO DOS POBRES durante mais de 60 anos.
Ferreirinha é historiador e bacharel em Direito e Ciências Sociais; um cara que estuda Massapê diuturnamente e dono de um rico acervo em fotos, filmagens, além de causos...
Pois bem; já no interior do Cemitério, Ferreirinha chamou-me no intuito de mostrar-me a reforma que fizera nos VISITADÍSSIMOS TÚMULOS DE MILTON E CLÉIA, um casal de jovens que possui a HISTÓRIA MAIS TRÁGICA OCORRIDA NA TERRA MASSAPEENSE!
Fiz a foto de Ferreirinha e um amigo, os dois ao lado dos túmulos e recebi do mesmo, um panfleto, de sua autoria, contando SAGA DE MILTON E CLÉIA.
Não vou reproduzi-lo porque é longo demais; os interessados podem procurar ao Ferreirinha que ele tem e presenteia-lhe com a maior satisfação. Vou apenas RESUMIR ESSA TRAGÉDIA QUE ABALOU MASSAPÊ:
Milton, era um rapaz de apenas 18 anos; namorava Cléia, de apenas 15 anos. Pretendiam casar-se, e, Milton, em busca de ganhar dinheiro para realizar esse matrimônio, foi embora para o Amazonas, na época do IIº CICLO DA BORRACHA. Por lá, demorou pouco mais de um ano, nunca esquecendo seu grande amor que era Cléia. Já aqui, Cléia deixou-se envolver com um outro rapaz, que, malandramente fez a cabeça da menina-moça, dizendo-lhe que Milton não voltaria mais, que já tinha se passado um ano e sequer notícias ele enviara...Acabou conquistando a confiança de Cléia e familiares. Namoraram pouco tempo, só que aconteceu o que ninguém esperava: Milton voltou e soube do namorico; desesperado, armou-se com um revólver e após conversar com Cléia, que inclusive confessara-o que havia realmente tido apenas uma paquerinha, mas que continuava virgem e, de joelhos, pediu-lhe perdão. Milton, fingindo acreditar na amada, chegou até a assistir a uma missa ao lado de Cléia; logo depois, ao retornarem para a residência de Cléia, Milton sacou do revólver, disparando um certeiro tiro na cabeça da jovem, matando-a instantaneamente. Saiu da residência, dirigiu-se a uma barbearia e lá, apoderando-se de uma navalha, cortou o pescoço, tendo também morte quase que instantânea.
Massapê ficou em choque; o cortejo funeral foi coletivo; os corpos, sepultados, um ao lado do outro...Os túmulos ainda resistem ao tempo e podem ser visitados no Cemitério São José.
Parabéns ao amigo Ferreirinha pela bela iniciativa e também por sua dedicação em resgatar A HISTÓRIA E CAUSOS INTERESSANTES DE NOSSA MASSAPÊ!

Bom dia Sr ferreirinha, eu sou uma senhora de 62 anos moro na zona rural de Aracati, quando pequena já ouvia mamãe contar esse romance. Milton e Cleia só através da internet foi que eu soube que a história era real, li a saga só que as histórias são diferentes qual séria a mais correta ?, eu tenho um livro de histórias verdadeiras, eu gosto muito então, eu gostaria que o senhor podesse me mandar mesmo pela internet o panfleto para mim imprimir para guardar no meu acervo, séria mais legível, se vc me mandar fico agradecida, a senhora María de Souza do Nascimento. Timbaúba, zona rural, de Aracati ceará.
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